terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O sexto sentido


355º dia / 13º filme

Filme: O sexto sentido

Ano de lançamento: 1999

Direção: M. Night Shyamalan

Acredito que todo diretor tem o grande filme de sua vida, e o Sr. M Night Shyamalan dirigiu esse filme em 1999, ao fim de uma década de filmes do fracos, mas que no quesito suspense psicológico se superou, este é “O sexto sentido”.

O filme com Bruce Willis e Hale Joel Osment, o Shyamalan tenta se consolidar no gênero de suspense, mas alguém tem que avisar para ele que essa não é a praia dele. A praia do Shyamalan é entender os medos humanos. Como nossos medos reagem em nosso psicológico e como o terror psicológico revela-se em pequenos núcleos sociais, sejam eles uma família ou uma vila. Como nossos medos criam o “fator paraormal”, como nossos medos criam o inexistente? O diretor tenta se passar como introspectivo, sombrio, mas tá ai um cara que consegue entender os anseios e os medos da mente humana.

Quem nunca assistiu “O sexto sentido”? quem nunca se sentiu desconfortável com o desconforto de Cole Sear? Quem não se entrega a esse confronto? Bruce Willis, com poucas palavras mas expressões faciais cativantes e complexas, e Joel Osmet revelando-se um grande talento mirim. O encontro desses dois atores, juntamente com um exímio roteiro, conseguiram galvanizar a atenção de todos no ano de 1999. Quem não se comoveu com os medos do garotinho inseguro? O filme funciona como suspense psicológico e também como metáfora para a compreensão da solidão no universo infantil, que foram demonstrados pela fala complexa, enrolada, desajeitada e corrida de Cole.

O Shyamalan tem a mania de buscar um enquadramento novo para as cenas, e que fique claro que não é somente nesse filme, em todos os que ele já dirigiu ou produziu, pode esperar, sempre terão as desnecessárias e enfadonhas tomadas aéreas, que em nada acrescentam nos filmes. Esse filme principalmente não necessitava deste “Olhar” diferenciado, pois conta contou com um roteiro primoroso, uma direção fechada, introspecta e extremamente compreensível, para com seus personagens, onde as pistas são distribuídas meticulosamente no decurso do filme, a caracterização é muito bem feita, o clima de suspense, de incomodo está presente em a todo instante no filme, ninguém se sente confortável em momento algum. Os mortos a princípio te assustam, mas a posteriori uma carga humana é vista nesses personagens.

O filme consegue de fato explorar a psique humana, a existência ou não de “dons” especiais, de um sexto sentido, de termos ou não a ca pacidade, de nos comunicar com o além. O que existe após a morte? Podemos morrer e não ter consciência disto?

Fico triste ao ver esse filme hoje em dia e lembrar que este foi o primeiro e até agora ultimo filme realmente relevante na carreira desse diretor, que se encastelou e não aceita interferências nem sugestões em nada. Ele desaprendeu a fazer tudo o que ele fez de memorável e surpreendente neste grande filme, para o Sr. M. Night Shyamalan a experiência só fez mal. Realmente torço para que ele consiga retomar o curso e produzir novos filmes como o MARAVILHOSO “O sexto sentido”.

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