
351º dia / 16ª filme
Filme: Harry Potter e a pedra filosofal
Ano de lançamento: 2001
Direção: Chris Columbus
Quem pensar que eu sou fã de Harry Potter, está coberto de razão. O primeiro filme da série estreou em 2001, eu tinha 12 anos, ainda era um garotinho no ensino fundamental, que não sabia nada sobre responsabilidade, ou sobre qualquer coisa, afinal de contas, com 12 anos ninguém é obrigado a saber grande coisa, nesses dez anos que se passaram, eu e toda uma geração crescemos, e crescemos acompanhados por um certo bruxinho. Enquanto o bruxinho passa por problemas infindáveis que sempre colocam em risco sua vida, acredito eu que boa parte dos fã s da série não passou por problemas que efetivamente colocassem em risco a vida, mas como bons adolescentes que fomos, acreditar que uma desilusão amorosa ou uma nota vermelha se compararia a uma partida de xadrez de bruxo, onde você pode efetivamente findar-se. desta forma nos sentimos ligados ao universo mágico de Potter, se nos livros e nos filmes a magia era e é representada de forma física, no mundo real para ávidas mentes juvenis o psicológico cria sonhos tão fascinantes como um feitiço.
Sendo eu, um grande entusiasta da amizade, mesmo se eu nunca tivesse visto os filmes ou lido os livros eu recomendaria sem pestanejar, principalmente o primeiro filme, onde uma criança rejeitada por todos o que ele tem por família encontra amparo e segurança na amizade. Os caminhos de Harry, Ronny e Hermione se cruzam, aparentemente por uma coincidência, mas a partir deste ponto estabelece-se um vinculo fortíssimo. Quando eu vejo críticas a respeito do primeiro filme, não dou grande importância, pois até aquele momento quais os referenciais que o cinema tinha de bruxas e bruxos? Filmes cafonas de péssima qualidade, portanto, “Harry Potter e a pedra filosofal” além de trazer um frescor à temática juvenil, com sacadas de ética e valores morais, descortinou horizontes no que tange aos efeitos especiais.
Não consigo ser imparcial e muito menos criticar o filme, pois cresci junto com este produto comercial, que para mim e toda uma geração não é uma mercadoria, é um arauto de felicidade e de amizade, amizade que como sempre é tratada de forma magistral por Chris Columbus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário