quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O fantasma da ópera


354º dia / 14º filme

Filme: O fantasma da ópera

Ano de lançamento: 2004

Direção: Joel Schumacher

O filme “O fantasma da ópera” a meu ver foi um dos grande fracassos na adaptação de um roteiro já adaptado. Explico. O musical “O fantasma da ópera” é simplesmente um dos 10 mais conhecidos e premiados da Broadway, portanto o livro homônimo já fora adaptado, para o teatro. Ao que me parece pegou-se exatamente o mesmo roteiro do teatro, e não houve a preocupação mínima em pensar que quem vai ao cinema pode não ter lido o romance do século XIX e nem assistido à peça. Não ouve consideração para com o expectador.

Deste filme eu não esperava nada menos que algo mágico, envolvente, sedutor, e de sedutor nele somente as cortinas do palco, pois nem o fantasma Eric, interpretado por Gerard Butler consegue ser minimamente misterioso e envolvente. Tanto o livro quanto o filme, se lido, ou visto hoje são apenas simpáticos, o filme é bem dirigido, com os cenários bonitos, alegóricos demais, mas bonitos, não obstante isso. O livro não é uma obra que se fala “Ooohhh que obra maravilhosa, vamos lê-la” de forma alguma,é um livro simpático, mas não aquele livro que você lê a primeira página e se sente na obrigação de seguir em frente. Particularmente esperava que na adaptação do cinema ele fosse rodado como filme mesmo e não no formato de musical, porque afinal de contas ele é conhecido mundialmente como o musical, então eu realmente acreditei que veria algo diferente, mas não, parece que posicionaram algumas câmeras no teatro onde o musical acontece e gravaram apenas.

É um filme muito bonito visualmente, com figurinos bem caracterizados com musicas que variam do desafino total à vontade de atear fogo ao seu próprio corpo de tão melosas, de modo que não recomendo o filme para alguém que levou um pé na bunda nos últimos dias, pois você certamente sairá mais confuso que entrou, pois não se é possível ter afinidade com qualquer que sejam os personagens, nem pela Christine, que é uma sonsa e muito menos pelo Eric, que é uma espécie de Emo mal resolvido sexualmente, metido a cantor. Então ao término do filme, a sensação que tenho é que houve preguiça dos profissionais que teóricamente seriam os responsáveis pelo roteiro, preguiça de pegar o livro, sentar e trabalhar nele, parece que pegou-se o roteiro do teatro e pronto, vamos fazer o que dá, e o que deu foi isso um filme ajeitadinho, no pior sentido da palavra e de sentimentos confusos.

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