
355º dia /12º filme
Filme: O escafandro e a borboleta
Ano de lançamento: 2007
Direção: Julian Schnabel
O filme francês, “O escafandro e a borboleta” é talvez uma das experiências visuais mais criativas e incômodas do cinema, juntamente com mais uns 6 ou 7 filmes. Ele conta a história do Editor da revista ELLE francesa, Jean-Dominique Bauby, com 42 anos, dois filhos, mantendo relacionamentos extremamente superficiais com modelos, em um dia como qualquer outro, passeando com seu filho, ele sofre um AVC que o deixa completamente paralisado, com exceção do olho esquerdo.
O diretor do filme, nos propõe esta condição, o aprisionamento. Esta sim é a grande sacada do filme, pois, como fazer um filme sobre uma pessoa completamente paralisada, senão em terceira pessoa? Schnabel propõe que assumamos o papel do personagem central, um ventríloquo vivo, uma mente saudável e a todo vapor preso em um corpo inerte, uma borboleta presa dentro de um pesado e desconfortável escafandro, e é essa nossa comunicação com o mundo, por meio do olhar de Bauby, um olhar desfocado, oscilante, e extremamente limitado. Enquanto temos a estranha sensação somos conduzidos pelos pensamentos de Jean-Dominique, que assumem o narrador em primeira pessoa, por meio de seus pensamentos que o conhecemos.
Com o auxilio de uma fonoaudióloga cria um mecanismo de extrair comunicação deste inusitado personagem, uma forma cansativa, lenta e pausada, mas que resulta na biografia de Bauby.A partir do momento que o diretor rompe a forma de ver de Jean-Dominique, temos o contraste das realidades, que nos são passadas de forma poética, com planos abertos e bem iluminados, acompanhados de uma calma trilha sonora, que contrasta com a ebulição do corpo inerte que encontra-se nela. Com o “Escafandro e a borboleta” somos convidados a rever conceitos sobre nossas vidas.
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