domingo, 6 de fevereiro de 2011

Tarzan – o magnífico


350º dia / 17º filme

Filme: Tarzan – o magnífico

Ano de lançamento: 1960

Direção: Robert Day

Todos os filmes ou desenhos do Tarzan tem um enredo muito simples, ou alguém invadiu a selva e está colocando a vida dos habitantes de lá em perigo, ou destruindo o ecossistema, ou então, ele encontra-se como bem feitor da lei, ao lado do delegado, levando algum foragido para pagar suas contas com a sociedade. A história de Tarzan não é nova, surge com lendas de homens-gorilas e tal, o próprio cinema já produziu filmes com esta temática, veja, Mogli o livro da selva, e outros tantos.

O que faz de filmes como “Tarzan – o magnífico”, sensacionais é o caráter memorialístico traduzidos em roteiros fracos, em produções de segunda linha, e enquadramentos comuns. Os cenários toscos, a caracterização precária, isso tudo me faz lembrar que cinema é sonho e como tal só se realiza com empenho e determinação, e assistir hoje, “Tarzan – o magnífico” e comparar com as produções da Disney, baseadas em filmes como este me colocam a pensar sobre quantas lendas o cinema cria e recria, e como somos capazes de nos envolver sentimentalmente com algumas delas.

Quem não se lembra das enfadonhas tardes, em que você passava assistindo Cinema em Casa, do SBT vendo “Tarzan – o magnífico”, um filme com alto orçamento para a época, com atores conhecidos, um Tarzan diferente do que as crianças de hoje conhecem, com uma tanguinha curtissima comprada em lojas de fantasia, um filme sem efeito visual algum, e justamente por isso, que a aventura era mágica, em seu estado “in-natura”. Este filme em específico conta a história da “entrega” de um assassino a seu destino, ou seja, a prisão, porém o barco explode, sendo Tarzan obrigado a conduzir o grupo pela selva. Como todo ser humano que já viu pelo menos um filme do Tarzan na vida, sabe, que quando ele entra na selva ele será atacado por animais ferozes, as mulheres se apaixonarão por ele, ele vai apanhar MUITO, dará o famoso salto na cachoeira, pulará de cipó em cipó, e agora eu pergunto, em um filme como esse, os pontos corriqueiros fazem falta se fossem retirados? COM TODA CERTEZA! Talvez, para alguém que nunca viu, ache ruim, mas para quem via Tarzan desde os 5 anos de idade essas tosquices fazem toda a diferença. Por isso eu convido quem tem mais de 20 anos assistir novamente “Tarzan – o magnífico”

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