terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O óleo de Lorenzo


348º dia / 18º filme
Filme: O óleo de Lorenzo
Ano de lançamento: 1992
Direção: George Miller


O filme “O óleo de Lorenzo” , tem um dos aspectos, que a crítica de cinema da Revista Veja, Isabela Boscov, critica muito, e que concordo plenamente, que é a chamada “edificação do sujeito”. Por mais que o filme não se foque, visualmente no Lorenzo, do título, e sim em um pai e uma mãe desesperados à procura de uma possível solução para a doença de seu filho que tem uma doença rara, em estágio terminal.
Com muitas pesquisas e um empenho sobre humano, os pais de Lorenzo descobrem que um tipo muito específico de óleo pode minimizar os efeitos da doença no organismo , possibilitando assim, uma vida com traços de normalidade, só que se você parar para refletir, dificilmente rodariam um filme sobre o Lorenzo se não fosse sua doença. Então a doença edificou o sujeito, ele só virou filme, por conta da doença. E efetivamente não concordo com isso.
No filme a Susan Sarandon, que interpreta a mãe do garotinho, tem a meu ver a grande atuação de sua carreira. Não se engane, a história é sobre a doença do menino, mas a personagem que mais aparece, e que seja reconhecido, que interpretação magistral, mesmo que seja em função desta doença é a personagem de Susan, Michaela, por conta de sua atuação, consegue anular todos os outros atores em cena.
O garotinho que interpreta o Lorenzo é muito bom, e passou por uma transformação física, por conta da caracterização, que é memorável, arrancando lágrimas do público. O filme foi roteirizado e dirigido de forma a enquadrar-se da forma mais latu-sensu possível, na convenção cinematográfica atribuída Drama. Os atores salvaram o filme, pois seu roteiro é fraco, mas as atuações tornaram este um dos grandes filmes da última década do século XX.

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