terça-feira, 25 de janeiro de 2011

As Horas


360º filme / 6º dia

Filme: As horas

Ano de lançamento: 2002

Direção: Stephen Daldry

Digam o que quiserem, onde tem Maryl Streep a cena é roubada mesmo. Com Julianne Moore ou a lindíssima (que atualmente anda muito botocada) Nicole Kidman, que por sinal ganhou o Oscar por sua atuação, As horas não é um dos filmes mais fáceis de se ver, é pausado, cortado e se passa em 3 períodos diferentes (fim do século XIX, década de 50 e dias atuais). O filme é baseado no Romance de Virginia Woolf (que por sinal é lento e minusciosamente detalhista).

Nicole Kidman ganhou a meu ver o Oscar desmerecidamente, com sua interpretação truncada e fria da autora inglesa, o que eu vi nesta interpretação (de uma atriz, já conhecida, foi o desespero por uma estatueta dourada, ela esbanjou talento, esfregando na cara dos críticos que consegue atuar em qualquer tipo de filme) não me agradou, mas fiquei feliz com a caracterização de Nicole em Virginia (por mais que eu ache a Nicole LINDA, adorei vê-la desarrumada, despenteada, suja, com vestidos largos e poucos provocantes e um nariz irreconhecível, nesse momento exerci meu sadismo de fã). Julianne Moore é carismática, excelente atriz, mas particularmente, o papel não ficou interessante, ela é muito atual, tem estampado na cara a revolução sexual, a independência feminina, não ficou legal, mas repito a atuação foi sensacional. E o que falar de Marryl Streep, Todas as honras para essa diva do cinema mundial, sempre e ouso dizer que desde os anos 1980 ela teve pouquíssimos deslizes.

O roteiro do filme é complexo, porém por alto, é uma mulher (Clarice) preparando uma festa, o dia todo, desde o despertar até o pós-festa, falando desta forma pode parecer simplista, mas o que menos há aqui é a superficialidade, o filme consegue retratar as angústias dos personagens, suas expectativas e desilusões, o diretor funde na peça fílmica a gênese de “Mrs. Dalloway”, no século XIX, pela senhora Woolf (e quem minimamente conhece a biografia desta grande literata, sabe que escrever atormentada por imagens do subconsciente era uma constante para Virginia), a segunda personagem, interpretada por Moore é a de uma dona de casa norte americana dos anos 1950 atormentada com suas frustrações e expectativas pessoais e sendo influenciada pela leitura do romance, e Marryl Strepl, que é a Clarice, dos dias atuais, Mulher, bem resolvida sexualmente, que tenta a todo custo organizar uma festa para um amigo, por conta de um livro.

O filme fora feito com aquela vontade de dar certo, por todos da equipe, aquele esmero que vemos tão pouco no cinema, tudo colaborou para que este filme figure no Hall dos grandes filmes da vida de qualquer um.

2 comentários:

  1. Concordo com o comentário sobre Maryl Streep, sem dúvidas ela sempre manda bem em tudo que faz. Gosto de filme com essa pegada meio romance e drama! Vou ver tb... minha listinha só crescendo!
    hehehe

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  2. arazo amigooooo ameii o blog todos os dias estarei aqui

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