segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Rebeldes e heróis


361º dia / 5º filme

Título: Rebeldes e heróis

Ano de lançamento: 1991

Direção: Daniel Petrie Jr.

Todas as pessoas que eu eventualmente já comentei sobre esse filme sempre disseram que ele é sem graça, mal feito, com um roteiro fraco, dentre outras coisas que particularmente, considero uma deselegância, principalmente com determinados filmes, que se vistos hoje, ano 2011, devem passar pelo crivo da temporalidade, ou seja, o que ele representa hoje, em relação ao ontem?

O filme de Petrie Jr. Se encapsula em uma redoma de mundo aparentemente perfeito, da elite da sociedade norte-americana, de fim dos anos 1980 e início da década de 90, porém a película consegue mostrar-nos algumas “rachaduras” na perfeita fachada de verniz da família americana. Os conflitos são latentes, uma geração sem heróis, que elege seus vilões de acordo com o momento e que enfrenta todas as neuroses da tresloucada pós-modernidade.

O filme conta a história de um grupo de adolescentes da elite norte-americana, que estudam em um grande colégio interno, que acaba sendo invadido por narco-guerrilheiros, com o objetivo de conseguir a liberação de um dos chefões do tráfico, que foram presos. Depois dos costumeiros entraves o colégio é salvo com a ajuda de um dos alunos, o que é considerado um caso perdido.

O filme de fato não inaugura nenhuma nova forma narrativa, não trabalha com planos inovadores de imagem, é um filme retilíneo, onde tudo que o espectador prevê, acontece, porém, visto hoje, por quem o viu quando estava entrando na adolescência e pensava que salvaria o mundo com as típicas crises da idade, o filme ganha um valor sentimental.

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