
362º dia / 4º filme
Título: Elvira, a rainha das trevas
Ano de lançamento: 1998
Direção: James Signorelli
Elvira, certamente figura na lista dos blockbusters mais trash dos anos 1990, mas que atire a primeira pedra quem não deu boas risadas com essa mulher “diferente”. Elvira representa a entrada nos anos 2000 com a febre crescente das cadeias de comida industrializada e dos fast foods. Com seu estilo punk-gótico-masoquista. O corpo estranho (e gostoso) na pacata e sem graça cidade do interior americano. Elvira rompeu barreiras nos alertando que “os loucos anos 2000 estão batendo a porta, preparem-se”.
A princípio a personagem de Cassandra Peterson é a esquisitona com boas cochas e peitos suculentos, péssima apresentadora de um programa que comenta de filmes vagabundos, que por desentendimento com o novo dono da emissora acaba desempregada, e como tem o sonho de se tornar uma grande dançarina Vegas, mas não tem dinheiro algum, Elvira descobre que herdara a fortuna de sua tia-avó, para, mas para tê-la deve rumar para a cidade onde a mesma morava, nesta cidade, Elvira revoluciona o pensamento jovem, e com isso angaria uma legião de desafetos.
O filme de Signorelli é o tipo clássico para a TV aberta, é um filme simpático, que tenta estabelecer algum contato, ora pela linguagem, ora pelas cores, com a juventude dos anos 1990, sem uma estrutura emocional claramente perceptível na narrativa o filme é vago, com um apelo sexual muito forte para o tipo de filme que a película resulta, não obstante as incoerências e deslizes (e são muitos) o filme remete à minha geração, a dos anos 1990, ou como dizia Renato russo, a geração Coca-Cola, um sentimento de pertença, um saudosismo muito bom em relação aos tempos em que não tínhamos tantas responsabilidades.
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