quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Titanic


365º dia / 1º filme

Título: Titanic

Ano de lançamento: 1997

Direção: James Cameron



Se não estou enganado “Titanic” foi o primeiro filme que tive o prazer de ver no cinema, tinha 9 anos na época e me lembro que o cinema que fui era um pulgueiro, com uma única sala, sem estrutura alguma. E neste dia, para ser mais expecífico, sabe-se lá por que ‘cargas d’agua’, foram vendidos ingressos além da conta, minha tia sentou-se numa poltrona, me lembro como se fosse hoje, ao lado de um senhor gordo, que usava uma camisa com listras pretas, e na poltrona (que era de couro, ou um material parecido com couro, detalhe, vermelho). Bom, resumindo, não tinham poltronas vagas e eu vi o filme sentado no chão, e que filme...

Como se não bastasse toda uma geração ter sido marcada pelo estrondoso sucesso que o filme fez, e faz até hoje, o que comprova isso é a remasterização e a transposição do ‘2D’ para o formato ‘3D’, que está previsto para lançamento esse ano.

O filme nos conquista pela grandiosidade, e se olhado hoje, com mais calma, tendo deixado a poeira abaixar e o frisson do momento se acalmar, percebo que o filme teve seus méritos, sim, porém não por ser inovador, diferente, ou algo assim. O filme conquista nos minutos iniciais, quando a velhinha simpática começa a contar a história. Nossa sociedade tem muita afinidade com cachorrinhos, judeus* e velhinhas (mais ainda se os olhos das velhas forem grandes e azuis). Se o filme inicia com as lembranças da senhora de belos olhos, ao término dele (sejamos realistas, puta que o pariu, o filme tem mais 3 horas de duração) estamos totalmente entregues, com a sensação de torpor, propiciada pelo assento, e pelo drama dos personagens centrais (Ohh Jack.. Rose...). Filha de uma vaca! A Rose tinha a obrigação de ter derrubado alguém de uma porta e dado ela para o Jack. Quando ele tava comendo ela, foi tudo lindo, mas quando ele tava se fudendo (no mal sentido) ela fica lá tremendo. Não me convenceu!

Como diz a Isabela Boscov**, o James Cameron é o diretor que mais entende a máquina, os roteiros são sempre muito simples, porém a forma que ele trata as máquinas, como se elas não tivessem fluído de freio, mas sim sangue, como se fossem organismos vivos. Justamente por isso, ficamos boquiabertos com seus filmes. Jack e Rose e o escambal, o personagem principal do filme é o próprio navio, a história é bonitinha, as atuações convencem na medida, com alguns momentos desnecessários o filme fica grande demais, mas nem por isso menos hipnótico, somos convidados a nos jogar de ponta cabeça nos olhos de Rose, com 101 anos e mergulhar em suas lembranças, e ao vê-las emolduradas ao hit de Celine Dion, vemos não o filme em si, mas a grandiosidade de nossas utopias pessoais concretizadas em algumas toneladas de ferro, o Titanic.


*Arnaldo Jabor que disse.

** Crítica de cinema da Revista Veja.

3 comentários:

  1. Noossa... esse filme marcou muita coisa, me lembro que eu não tive o prazer de ver no cinema, mais assisti em casa, na época ainda era em fita VHS. Mais me lembro de me emocionar muito, eu era criança. Mas é um Classico, tenho ele em dvd na minha casa,gosto muito desse filme, me lembro que na época eu ainda acreditava no amor e imaginava que essa história ai era um pouco da realidade, mais a realidade está bem distante desse filme. Mais porém um filme que marcou época acho que na vida de todo mundo.

    ResponderExcluir
  2. Sem dúvida nenhuma o filme foi um marco para todo mundo, em todos os aspectos, tanto de sonhos, quanto para nós que éramos crianças ficar sentados mais de 3 horas rs

    ResponderExcluir
  3. Confesso que nunca vi esse filme inteiro, sempre vi por partes. E tadinho do Jack ne? não merecia morrer daquele jeito depois do q ele passou pra conseguir entrar no navio. Acho q quem deveria ter morrido era a Rose.
    =]

    ResponderExcluir